quinta-feira, 7 de abril de 2011

Diagnóstico: Hipertensão Arterial. E agora?

Para conhecer algo sobre hipertensão, eis a pergunta básica: o que é a pressão arterial (PA)? A pressão arterial é o resultado da força que o sangue produz contra uma resistência, nesse caso, a parede da artéria. É aferida em milímetros de mercúrio (mmHg) e sempre apresenta-se de um número maior (sistólica) e um menor (diastólica). A sístólica corresponde ao aumento na pressão gerada pela sístole (contração) no coração e a diastólica, à diástole (relaxamento). A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é o aumento de pelo menos um desses níveis para além dos recomendados. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, na VI Diretriz Brasileira de Hipertensão, temos os seguintes valores diagnósticos para adultos (>18 anos):


Aí, vem o questionamento: o que você fez para estar com hipertensão arterial sistêmica? Podem ter sido diversas ações, ou pode ter sido nenhuma. Como assim? Veja os principais fatores de risco:

  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.
  • Genética: existem fatores que contribuem diretamente, porém ainda não foram encontrados variantes que especifiquem o risco.
  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.
  • Etnia: Mulheres afrodescendentes tem risco maior de hipertensão que mulheres caucasianas.
  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico tem maior chance de desenvolver hipertensão.
  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal, maior o risco da doença.
  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco.
  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.
  • Sedentarismo: O baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença.
Mas e agora, depois que o diagnóstico já foi feito e você TEM a doença? A princípio, uma coisa deve ser esclarecida: não é porque você toma remédio ou controla sua pressão arterial que deixou de ser hipertenso. Você não está hipertenso, você é hipertenso! Controle é fundamental e previne as complicações decorrentes. Quais complicações? Vou citar apenas duas: insuficiência renal crônica (IRC) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Uma vez diagnosticado com uma dessas duas, o único tratamento definitivo e que por sinal não é 100% eficaz, devido à complicações, é o transplante de rim para IRC e de coração para ICC

"Quais medidas tomar agora, enquanto é cedo e eu acabei de descobrir que tenho HAS?" - O controle. Controlar sua PA pode evitar todas as complicações e permitir uma vida normal e saudável. O controle básico se dá pela eliminação de todos os fatores de risco possíveis, os que estão diretamente relacionados com hábitos: álcool, sal, obesidade e sedentarismo. Se não resolver, deve-se entrar com terapira medicamentosa. Esta, baseia-se nas seguintes classes de medicamentos: diuréticos, vasodilatadores, bloqueadores dos canais de Cálcio, inibidores de ECA, inibidor direto da renina, bloqueador do receptor AT1 da Angiotensina II, inibidores adrenérgicos, betabloqueadores, alfabloqueadores e agonistas alfa-2 centrais. Apenas seu médico pode dizer qual classe de medicamentos se encaixa melhor na manutenção da sua PA.

O diagnóstico de HAS é realizado apenas pelo médico. O fato de ser uma doença - na grande maioria das vezes - assintomática, requer um rastreamento para prevenir ou diagnosticar precocemente. Se você possui alguns dos fatores de risco supracitados, procure um médico e inicie a pesquisa. Caso não tenha, essa é a melhor hora para procurar eliminar os fatores de risco existentes. Com saúde não se brinca!


2 comentários:

Hedigar disse...

MUITO BOM SEU POST PARABÉNS!!!!!

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Ray disse...

Obrigado!
Vou dar uma olhada, obrigado pela dica.

Abraço

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